sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Músicas no Youtube



COMUNICADO (21 agosto 2015)          Joyce Pires joyananda (Youtube)

Comunico aos amigos que agora podem encontrar minhas músicas no Youtube e algumas no Facebook, finalmente. As minhas letras estão aqui.

A Fonte, Meu corpo de poesia, Impressões, Elle, Clair de lune, Barkfly, Opus Diamante, Poeta, Resposta da Mata Atlântica, Sabedoria das Cabras,
Bardo, Exclusão Exemplar, Dogmatismo a esmo, Quem são?, No Azul dos seus Olhos, É possível: Uma carta de amor, Passe Livre, De Alguns Meninos, Já; Abissais; Ainda; Cintila, coração; Da mulher; Ernesto; Dentro da Noite Veloz  (letra de Ferreira Gullar) ; Meu Povo, Meu Poema (letra de Ferreira Gullar); Passagem das Horas (letra de Fernando Pessoa); O Impossível Carinho (letra de Manuel Bandeira).                        



COMUNICADO (21 agosto 2015)

Comunico aos amigos que agora podem encontrar minhas músicas no Youtube e algumas no Facebook, finalmente.

A Fonte, Meu corpo de poesia, Impressões, Elle, Clair de lune, Barkfly, Opus Diamante, Poeta, Resposta da Mata Atlântica, Sabedoria das Cabras,
Bardo, Exclusão Exemplar, Dogmatismo a esmo, Quem são?, No Azul dos seus Olhos, É possível: Uma carta de amor, Passe Livre, De Alguns Meninos, Já.                          Joyce Pires (joyananda)

terça-feira, 21 de julho de 2015

DE ALGUNS MENINOS



DE ALGUNS MENINOS (26 junho 2013)

Me pega pela mão e me leva com você
assim como segurei a mão de Lorca
no Divã e mergulhei
no coração dos meninos.
Agora eles estão nas ruas
e clamam pela verdade.
E neles está palavra
sentida do meu verbo.
Não há outra maneira de viver
compartilhar a vida e a poesia.
A vida segue espontaneamente
no fluxo organizativo
porque é humana e neguentrópica.
Poesia, a voz do espírito
é o caminho da beleza
e da sensibilidade
 e nos leva até lá.
Me pega pela mão e me leva
com vocês
assim como segurei
nas mãos a água
e reacendi a chama.
No coração de alguns meninos.

(Joyce Pires – Poesia – letra da música 451
em 16 julho 2013 – Ao meu bem amado eterno
Federico Garcia Lorca e alguns meninos...)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A IMAGINAÇÃO CRIATIVA



A IMAGINAÇÃO CRIATIVA (12 janeiro 2000)

A imaginação verdadeira é uma evocação ativa de imagens interiores, segundo a natureza, e constitui a verdadeira função do pensamento ou do poder de representação mental, que não tece fantasias aleatórias, sem meta ou fundamento; não joga com os objetos, mas procura captar a realidade interior através de representações fiéis à natureza. Esta atividade é um OPUS (obra). É um trabalho exato, cuidadoso e consciencioso através do qual o sonhador recupera e elabora o conteúdo que abre passagem do inconsciente para a consciência. Nossa vida é um sonho que recriamos a cada dia e libertamos durante a noite.
Todo desconhecido e vazio é preenchido com projeções psicológicas; é como se o próprio fundamento psíquico do investigador se espelhasse na obscuridade. O que se vê ou pensa ver na matéria são principalmente os dados de seu próprio inconsciente nela projetados. Precisamos ser conscientes da natureza psíquica das transmutações alquímicas.
 A projeção nunca é feita; ela acontece, ela está aí. Enquanto praticamos, enquanto realizamos nossas experiências alquímicas, vivenciamos conteúdos psíquicos; na realidade, são vivências do inconsciente, projeções.
 As projeções de conteúdos primordiais repetem-se todas as vezes que o ser humano tenta explorar uma escuridão vazia preenchendo-a com formas vivas. Há que ter discernimento.
 A matéria forma-se por um efeito de ilusão, que é a imaginação verdadeira.  Ela possui o poder de informar. São as fontes de revelação. Essas visões são iluminações divinas, que transcendem a razão – e só ocorrem no momento exato em que devem ocorrer. É a luz da natureza. Mas, é preciso usar o olho espiritual. É o olho do Ajna chakra quem desencadeia o processo. Ele é a imaginação ativa, a inteligência coletiva, que produz Prajna, a sabedoria transcendente ou intuitiva.
 O psiquismo é físico e espiritual. A energia Kundalini só está desperta em corpos saudáveis. Então, a Arte alquímica só se realiza quando não há debilidades (obstáculos) no artista. É essencial a integridade (ser um); ou seja, a consciência das polaridades e/ou anulação da diferenciação sexual e dissolução da própria identidade sexual em bissexualidade. A Kundalini é a sede da consciência superior e infinita; é a fonte transcendente de energia, um reservatório de criatividade e informações, a força inteligente, o dinamismo evolutivo, a força vital capaz de recriação. No “coração”, ela se manifesta em insights, compreensão profunda e novas idéias. É o poder do amor.
 O segredo oculto dos sábios é o conhecimento do sal e sua solução. Dirige teu espírito para o sal da liberdade: a imaginação criativa, verdadeira. Este é o terceiro termo, a síntese, a consciência.
 Há no corpo humano uma substância metafórica e/ou metonímica, de natureza tríplice (metafórica, física e psicológica ou ética), que é um remédio, um medicamento infalível. É uma substância arquetípica, primordial, chamada Verdade (veritas).   Essa verdade só a mente espiritual (Ajna chakra) percebe. Sua força é tão grande que opera milagres. Toda Arte consiste nesta verdade que liberta o espírito de suas cadeias. É a força suprema no corpo humano; a “luz dos filósofos”, a “chama que sai do negrume violáceo”, a “pérola”, a “Flor”; a “árvore” que nasce na cabeça de Eva (encéfalo) – egkéfalo (ego-falo).
  “A casa do tesouro da sabedoria hermética repousa sobre o fundamento de 14 virtudes principais: saúde, humildade, santidade, castidade, força, vitória, fé, esperança, amor, bondade, paciência, moderação, atitude ou compreensão espiritual e obediência”.
  A psiqué do artista está ligada à obra, como mediadora e como origem e ponto de partida (start), por isto é importante a constituição e a atitude mental e psíquica do alquimista. No começo da obra basta aborda-la com espírito livre e vazio. A mente deve estar em harmonia com a obra e deve estar acima de todas as coisas. O espírito dever ser sutil, paciente e perseverante, dócil e constante. Não deve ser voraz ou cobiçoso, apressado ou presunçoso, nem grosseiro ou rígido, indeciso ou inconstante. Deve ser correto e profundamente compreensivo, humano, alegre e feliz. A arte é uma concessão divina e só pode ser realizada através do amor decidido e perfeito; com devoção.
 - A imaginação é o astro no Homem, as forças do corpo e da alma.

  A imaginação ativa é a chave que abre a porta para o segredo do Opus. O lugar ou o meio para a realização é o espaço intermediário da realidade sutil, que se expressa adequadamente através do símbolo. O dragão alado é a vivência, a visão do alquimista trabalhando no laboratório (labora e ora): teorizando. O dragão é um símbolo que combina o princípio ctônio (terra) da serpente, com o princípio aéreo do pássaro. É uma variante do mercúrio (Hermes), o Hermes alado que se manifesta na matéria, deus da revelação, senhor do pensamento e psicopompo (guia da alma).  O dragão é o uno, o todo holístico, uróboro.
  O conhecimento secreto só é recebido por inspiração. É a realização de nossa verdadeira natureza, o si mesmo (self), o cristal puro, o diAmante.

 (Joyce Pires – Hathanoir)

OVOS DE JOYANANDA


MÚSICA É PERFUME



MÚSICA É PERFUME

É um insight meu, utilizado na letra da música O AMOR, postada no blog em 2008. O Amor foi escrita em 17 de agosto de 1998, no meu livro Graça Divina e a música, 113ª, me veio em 28 de novembro de 98. Foi enviada, com outras cem... para a serpente emplumada cantar.

O AMOR
Como o lótus, que expande raízes na lama
e dela se alimenta
produzindo flores divinas,
frágeis flores de puro perfume
com poderes de cura,
também nesse úmido chão
‘elevada mãe”, firmo meus pés
no fundo do poço,
para o supremo impulso
em direção ao céu:
as MÚSICAS são essas flores
a poesia, o PERFUME
que brotam do lótus do meu coração.

- E foi com esse insight meu que a serpente emplumada começou a chocar os ovos de joyananda...

domingo, 19 de julho de 2015

A SATISFAÇÃO DO ARTISTA



A SATISFAÇÃO DO ARTISTA

ao compor sua obra é uma experiência íntima, que se basta, não depende de
exposição. Quando veiculada,  a obra do artista é recriada e então já é outra, a satisfação alargada, ampliada, uma comunhão compartilhada.
Assim a obra se completa no outro que se recria a si mesmo ao recriá-la. E a obra é transcendente ao tornar-se transpessoal. Só assim é revolucionária.
Privar artista e obra da veiculação é interromper o processo cultural necessário à renovação social. É algo perverso, cometido através de veladas atitudes que camuflam a luta ideológica das classes, prática usual da dominação capitalista. Adiar a veiculação da obra do artista é um crime de censura, um ato reacionário e conservador que limita o artista ao papel de bode-expiatório.
Mas, o artista liberta-se: é bodisatva!

(Lógica e Tal – Joyce Pires – 30 dezembro 2012)

O CORPO DA MANIFESTAÇÃO (LIEB)



O CORPO DA MANIFESTAÇÃO

Isso que o Yoga chama Duplo Etérico, é o corpo da manifestação nesse plano de vida, da quarta dimensão. É um corpo intermediário entre o físico e o sutil, um corpo feito de Prana, ou seja, de partículas subatômicas, como os fótons de luz. Não é o elemento chamado oxigênio, o ar. É o éter, o quinto elemento alquímico, do espaço da manifestação Akasha, conhecido na cultura africana como Orun. É a dimensão do Som, espaço das ondas-partículas eletromagnéticas, onde a Vida tem início. Para os tibetanos é o Sambogakaya (consumação) e encontramos o portal na dimensão do VishuddhaChakra, o quinto centro de transformação das energias; em nosso organismo humano, na linguagem verbal. E a Poesia expressa em LIEB.

(Lógica e Tal – Joyce Pires – 31 dez 2012)

DE SI



DE SI     (02 agosto 2011)

Você olha. Você vê. Ouve.
E intui.
Quando você transcende a imagem
O horizonte é expandido
E você transita sem receio
Além do próprio seio...
Na noite imensa.
E compreende:
Que há prisão
Nos que traficam
Nos que prendem
Nos que consomem
Nos que investigam:
O mundo do crime é uma esfera
Das formações sociais capitalistas
- a prisão dos alienados -
E não importa de que classe for.
São todos farinha do mesmo saco.
São condenados de uma quadrilha
Com metástases dos becos até o Senado
Passando por todos os aparelhos do Estado
Pelas vielas das favelas e pelas milícias.
Por todas as polícias.
Da zona norte à zona sul,
Nas mansões do lago do lado sul
E nos campos de crack e oxi
Das linhas férreas.
São todos condenados das trevas:
Produtos de uma insana esfera
Do modo de produção que acumula
Em vão: sub-produtos da semana
No mercado; brutos abruptos
Da brutalidade desumana.
Presentes em todas as guerras. Feras.
Quando você transcende a imagem
Vê a aura de toda gente e compreende:
A natureza e o trabalho criam o ser humano.
Você é o que faz, o que pensa, sente e fala.
E o que projeta de si.   Artífice.

(Lógica e Tal  -  Joyce Pires)